Brasil

A PRIMEIRA SEMANA DA COP 30

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Por Dra. Vanessa Navarro, Advogada natural de Belém do Pará, luso-brasileira, Embaixadora da Revista Destake News Business, colunista do site Destake News, correspondente do Jornal Destake News Gospel em Portugal, sócia proprietária da empresa VN Advocacia, com escritórios em Lisboa e no Porto,  Membro da ABA – Associação Brasileira de Advogados, integrante da Comissão de Direitos Humanos do Brasil em Portugal, Membro também do BNI em Portugal, que significa Business Network International, a maior organização de networking profissional de negócios e referenciação do Mundo, Membro também da BPW em Lisboa, ONG que ajuda Mulheres em situação de vulnerabilidade em todo o mundo.

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas teve início no dia 11 de novembro, e no decorrer de toda a última semana houveram muitos fatos marcantes divulgados.  As notícias que chegam é de a COP em Belém do Pará superou as Expectativas e tornou-se uma das maiores da história, a mais produtiva, além da organização e recetividade do povo paraense, que recebe muito bem, isso relatado por diversos Jornalistas, Artistas Globais, Representantes de toda a Cúpula dos Países que estão participando da COP 30. Em termo de estrutura a nível de local do evento, segurança, organização, Hotéis, Restaurantes, Pontos Turísticos, Passeios Marítimos e Terrestres, demonstração da cultura paraense evidenciada na culinária peculiar, na música, na dança folclórica, no clima, a chuvinha da tarde, na quantidade de “mangas” que caem das árvores e ficam nas ruas, no linguajar do povo, que é diferente, enfim, o Mundo está conhecendo Belém do Pará, inclusive pessoas do Sul e Sudestes do Brasil, as regiões de maior proeminência e que nunca estiveram na cidade, agora com a COP 30 estão descobrindo o PARÁ, a maravilhosa culinária, repleta de peixes saborosos, o TACACÁ, a MANIÇOBA, as frutas tropicais como o CUPUAÇU, o BACURI, o UXI, a JACA, dentre tantas outras, e claro, o queridinho e famosos AÇAÍ, tanto como sorvete como como sumo, degustado fresquinho, tirado da máquina, como somente os paraenses tomam e sabem bem a diferença de sabor, servido em uma tigela com tapioca e açúcar, ou sem açúcar, acompanhado de camarão salgado, ou peixe frito, como muitos paraenses gostam de tomar e comer no Ver-O-Peso, uma feira gigante a céu aberto, que conta com a venda de peixes de água de rio, e mariscos, iguarias das mais diversas, ervas da região, banhos, essências que caracterizam também do Belém, artesanato da Ilha do Marajó,  enfim, a cultura do estado está toda no Ver-O-Peso. Para quem está participando da COP 30 e na oportunidade está conhecendo Belém e ilhas próximas, tem sido um deleite, desde a culinária, até a música e a dança, conhecer o Pará pela primeira vez tem sido prazeroso, é o que em geral os turistas brasileiros e estrangeiros vêm declarando nas redes sociais.

Foto: Sandro Navarro da Silva

Lembrando que a população do Estado do Pará é originária da reprodução entre os portugueses e dos índios. Para quem não sabe o Estado do Pará foi o último Estado a aderir a independência do Brasil, por isso a estela sozinha acima do globo terrestre azul na bandeira brasileira, é e representação do Pará, que não queria abrir mão do comércio das especiarias diretamente com Portugal, foi depois de meses da declaração da Independência que o Pará se viu obrigado a deixar de comercializar diretamente com Portugal e como os outros estados tornar-se independente de Portugal.

A escolha da cidade para sediar a COP 30 se deve ao fato de que a cidade é porta de entrada para a Floresta Amazônica, na verdade Belém fica no coração da Amazônia, e conta com uma cultura própria e riquíssima.

A Conferência sobre as Mudanças climáticas vem sendo acompanhada por jornalista de emissoras do mundo todo, que vêm dando notícias em direto sobre as discussões e negociações. A Agência Brasil divulgou esta semana o Relatório de Avaliação da Amazônia 2025, recomendando conectividade ecológica, estratégia que inclui apoio ao fluxo de recursos informações e pessoas. A matéria é de autoria de Rafael Cardoso, enviado especial da Agência Brasil à COP 30, que escreveu sobre o tema, ressaltando o que Carlos Nobre, cientista e copresidente do Painel Cientifico para a Amazônia, preocupado com o Clima, declarou:

“A Amazônia está na beira do ponto de não retorno, então nós temos que salvar a Amazônia, manter a conectividade ecológica e sociocultural. E é isso que apresentamos nesse relatório. Os indígenas chegaram aqui 14 mil anos atrás, 11 mil anos atrás eles já estavam em toda a Amazônia. Eles sempre tiveram a biodiversidade, desenvolveram a ciência indígena, principalmente as mulheres que foram as cientistas indígenas. Precisamos valorizar essa história”

O relatório define conectividade como a interconexão entre sistemas ecológicos e sociais, envolvendo o fluxo de recursos, informações e pessoas dentro e fora das fronteiras geopolíticas.

São oito capítulos que abordam os seguintes assuntos:

  1. Conectividade regional a global
  2. Interrupções na conectividade
  3. Conectividade para a saúde
  4. Colaboração transfronteiriça
  5. Conectividade dos povos amazônicos
  6. Conectividade em paisagens de produção
  7. Conectividade para socioeconómicas
  8. Conectividade do conhecimento

Cada Capítulo é acompanhado por Apelos à Ação, com diagnósticos e soluções já em curso em territórios amazônicos. O relatório foi elaborado por uma rede internacional de cientistas, líderes indígenas e representantes de comunidades locais, incluindo Emma Torres, Marielos Pena-Claros, Sinéa do Vale, José Marengo, Marina Hirota, Roberto Waack, Gregorio Mirabal e Fany Kuiru.

Eles afirmaram que “para nós conectividade é conectar a ciência da academia com a ciência indígena, porque sem essa conectividade a gente não consegue salvar a Amazônia. Nós, os povos indígenas, temos uma ciência própria e temos que garantir os territórios indígenas – essa é a parte da solução. Se nós não garantirmos a vida no planeta, as altas temperaturas continuarão a matar plantas, animais, rios, a nossa cultura e o nosso direito. Precisamos trabalhar na coletividade para salvar o planeta”, essa afirmação é de Sineia do Vale, cientista indígena e integrante do Painel Científico para a Amazônia. Rafael Marielos Penã-Claros, l Cardoso,

Segundo o Jornalista Rafael Cardoso o documento propõe um novo paradigma de políticas públicas integradas, que considerem os vínculos entre biodiversidade, clima, saúde, economia e conhecimento tradicional, reforçando o papel da Amazônia como um sistema interdependente e essencial para o equilíbrio planetário.

A Cientista Boliviana Marielos Penã-Claros, correspondente do Painel Científico para a Amazônia declarou que: a “Amazônia não é uma entidade única. É um conjunto de ecossistemas, todos incrivelmente ricos em biodiversidade mas interconectados e dependentes uns dos outros para funcionar adequadamente. Populações indígenas, comunidade afrodescentes e comunidades locais têm uma relação profunda com esses ecossistemas: não há separação entre a humanidade e a natureza. Todos fazemos parte de um mesmo todo, e somente compreendendo essa interconexão poderemos conservar a Amazônia”.

Síntese do que foi publicado no site da  Agência Brasil na data de 11 de novembro de 2025, o primeiro dia das discussões e negociações climáticas da COP 30.

 

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