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Eclipse lunar: saiba como será a Lua de Sangue nesta terça-feira, 3 de março

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Nesta terça-feira, 3 de março, ocorre um eclipse lunar total que mobiliza a comunidade científica e desperta a atenção de observadores em diferentes partes do mundo. O fenômeno, conhecido como “Lua de Sangue” em razão da coloração avermelhada que o satélite natural pode adquirir durante a fase de totalidade, será visível de forma integral em regiões da Ásia, Oceania, Pacífico e em partes da América do Norte e Central.

A expectativa é de ampla observação internacional, especialmente em áreas onde a totalidade coincidirá com o período noturno. No Brasil, no entanto, a visualização será limitada e ocorrerá de forma parcial, dependendo da localização geográfica e das condições atmosféricas.

O eclipse lunar acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Esse alinhamento ocorre exclusivamente durante a fase de Lua cheia. Quando a Lua ingressa completamente na região mais escura da sombra terrestre, denominada umbra, configura-se o eclipse total. Nessa fase, a Lua adquire uma coloração avermelhada intensa, fenômeno popularmente conhecido como “Lua de Sangue”.

A coloração avermelhada da Lua durante o eclipse total decorre do espalhamento da luz solar na atmosfera terrestre. Mesmo totalmente encoberta pela sombra da Terra, a Lua permanece visível porque parte da luz solar atravessa a atmosfera e sofre dispersão. Os comprimentos de onda mais curtos, como o azul, são filtrados, enquanto os tons avermelhados são desviados e alcançam a superfície lunar, resultando na tonalidade característica.

No Brasil, a observação será limitada. No momento em que a Lua surgir no horizonte, o eclipse já estará em andamento. Assim, parte significativa do fenômeno terá ocorrido antes do nascer da Lua, e o restante se dará com o satélite cada vez mais alto no céu e, posteriormente, já durante o período diurno, o que inviabiliza a observação em razão da luminosidade solar.

De acordo com os mapas de visibilidade, quanto mais a oeste do território brasileiro, maior será a porção parcial observável do eclipse. Regiões próximas ao estado do Amazonas terão melhores condições para acompanhar o avanço da sombra sobre a Lua.

Por outro lado, áreas do leste do país — incluindo trechos do Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, parte da Bahia, Espírito Santo e parte do Rio de Janeiro — terão visibilidade bastante limitada. Nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste, a tendência é que a maior parte da população observe apenas a fase penumbral, quando a Lua ingressa na região mais externa da sombra terrestre. Nessa etapa, o escurecimento é sutil e pode passar despercebido.

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