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Espanha vence a Argentina na prorrogação e conquista o bicampeonato da Copa do Mundo

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A Espanha voltou ao topo do futebol mundial. Após 16 anos de espera desde a histórica conquista na África do Sul, em 2010, a seleção espanhola derrotou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação, neste domingo (19), em Nova Jersey (EUA), e conquistou o bicampeonato da Copa do Mundo.

Foto: Letícia Soares

Foto: Letícia Soares

O gol do título foi marcado por Ferran Torres, aos primeiros minutos do segundo tempo da prorrogação, coroando uma atuação dominante da equipe comandada por Luis de la Fuente diante da atual campeã mundial. Durante os 120 minutos, a Espanha controlou a posse de bola, pressionou intensamente e criou as principais oportunidades da partida, encontrando pela frente uma atuação inspirada do goleiro Emiliano “Dibu” Martínez, decisivo para manter os argentinos vivos até o tempo extra.

A conquista recoloca a “Fúria” entre as grandes potências do futebol mundial. Com o segundo título da história, a Espanha passa a integrar o seleto grupo de seleções bicampeãs mundiais, ao lado de Uruguai e França, enquanto Brasil (cinco títulos), Alemanha e Itália (quatro cada) e Argentina (três) seguem entre os maiores vencedores do torneio.

Ferran Torres decide a final

Assim como Andrés Iniesta foi o herói da conquista de 2010, Ferran Torres saiu do banco de reservas para escrever seu nome na história. O atacante aproveitou assistência de Nico Williams após cruzamento de Pedro Porro e finalizou de primeira para marcar o gol que garantiu a segunda estrela espanhola.

Pouco depois, Ferran voltou a balançar as redes, mas o lance acabou anulado por impedimento.

Superioridade durante toda a decisão

Mesmo diante da forte resistência argentina, a Espanha foi amplamente superior durante praticamente toda a partida. A equipe europeia pressionou desde o início do segundo tempo, criou diversas oportunidades com Lamine Yamal, Dani Olmo, Álex Baena, Mikel Merino e Ferran Torres, obrigando Emiliano Martínez a realizar uma sequência de defesas importantes.

A situação argentina tornou-se ainda mais delicada nos acréscimos do tempo regulamentar, quando Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, tornando-se o primeiro jogador expulso em uma final de Copa do Mundo desde Zinedine Zidane, em 2006.

Mesmo com um jogador a menos, a Argentina resistiu até a prorrogação apostando em uma decisão por pênaltis. No entanto, a insistência espanhola foi recompensada com o gol decisivo de Ferran Torres.

Curiosamente, os argentinos só conseguiram finalizar pela primeira vez já no segundo tempo da prorrogação, reflexo da intensa pressão exercida pela seleção espanhola durante praticamente toda a decisão.

Uma geração preparada para marcar época

Com média de idade de apenas 26,2 anos — uma das menores entre todas as seleções participantes — a Espanha demonstra ter um elenco preparado para manter o protagonismo nos próximos anos.

Jogadores como Lamine Yamal, Pedri, Gavi, Nico Williams, Rodri e Marc Cucurella deverão formar a base da equipe que buscará o tricampeonato em 2030, quando o país será uma das sedes da Copa do Mundo.

Aos 19 anos, Lamine Yamal também entrou para a história ao tornar-se um dos campeões mundiais mais jovens de todos os tempos, consolidando seu protagonismo como principal estrela da nova geração espanhola.

Despedida de Messi das Copas

Pelo lado argentino, a derrota representa o adiamento do sonho do tetracampeonato e marca a despedida de Lionel Messi dos Mundiais.

Aos 39 anos, o camisa 10 encerra sua trajetória em Copas do Mundo após disputar seis edições, deixando um legado histórico com o título conquistado em 2022, dois vice-campeonatos (2014 e 2026) e consolidando-se entre os maiores artilheiros da história da competição.

Mesmo sem levantar a taça nesta edição, Messi encerra sua participação como um dos maiores nomes da história do futebol mundial.

Com uma atuação dominante, futebol ofensivo e uma geração repleta de talentos, a Espanha confirma seu retorno ao mais alto nível do esporte e envia um forte recado para o Mundial de 2030: a Fúria já desponta como uma das principais candidatas à conquista do tricampeonato.

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