Fenômeno Raro de Bioluminescência Encanta em Maricá
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Uma intensa luz azul vem chamando atenção na Lagoa de Jacaroá, em Maricá, durante a noite. O brilho é provocado por um fenômeno natural explicado pelos cientistas do projeto Lagoa Viva — parceria entre a Codemar e a Universidade Federal Fluminense (UFF).
De acordo com Alexander Ventura, pesquisador da UFF e gerente científico do projeto, o fenômeno ocorre por causa de microalgas chamadas dinoflagelados. Quando a água sofre algum tipo de movimento — como uma onda, um peixe nadando ou uma pessoa entrando na lagoa — essas algas liberam uma enzima que, ao reagir com o oxigênio, emite luz. Esse mecanismo é uma forma de defesa das algas, que brilham para tentar afugentar possíveis ameaças.
Apesar do espetáculo visual, os pesquisadores afirmam que o surgimento dessas microalgas bioluminescentes não indica melhora ou piora na qualidade da água. Segundo as análises recentes, não houve alteração significativa nas condições da lagoa. As algas provavelmente vieram do mar e entraram na lagoa com a maré, sem se reproduzirem em grande escala ali. Por isso, o fenômeno deve ser passageiro, especialmente com a queda da temperatura da água.
Essas microalgas servem de alimento para diversos organismos, como animais filtradores e peixes, entre eles as tainhas, que são predadores importantes do ecossistema local. Quando um peixe se movimenta entre as algas, ele estimula o brilho, o que pode confundir ou espantar predadores e ajudar as microalgas a se protegerem.











