“Todos os que matam e morrem na luta do crime são ao mesmo tempo vítimas e algozes”, diz Pastor Batista após operação no RJ
|
Getting your Trinity Audio player ready...
|

Ed René Kivitz
Através de sua visão como cidadão de fé e defensor da Palavra de Deus, dos princípios e valores cristãos, o Pastor batista, teólogo e mestre em Ciências da Religião, Ed René Kivitz, publicou um vídeo após operação nos Complexos do Alemão e da Penha, realizada na última terça-feira (28).
já considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro. Em suas palavras:
“Direitos humanos não são direito para bandido. Direito humano é direito promovido pelo Estado para os cidadãos. E precisamos ter uma sociedade onde o Estado não é bandido, porque de bandido já temos um monte na sociedade. O Estado não pode ser bandido, e aqueles que o representam não podem agir como bandidos.”
Com essa declaração, Kivitz reforça que os direitos humanos existem para proteger todos os cidadãos, e não para garantir privilégios a criminosos, independentemente de posição social. Ele alerta para a necessidade de um Estado que respeite a lei, aja com justiça e não se transforme em mais uma ameaça à população.
O vídeo também traz uma legenda que reforça sua reflexão:
“Todos os que matam e morrem na luta do crime são ao mesmo tempo vítimas e algozes.”
De acordo com dados oficiais, até a última quarta-feira (29), a operação já contabilizava mais de 125 mortes, incluindo quatro policiais.
O pastor reforça ainda sua solidariedade às famílias enlutadas, lembrando que todos, direta ou indiretamente, compartilham esse luto. Ao final, Kivitz conclui sua mensagem com um apelo espiritual:
“Que Jesus Cristo, Príncipe da Paz, tenha misericórdia da nossa nação, de todos e de cada um de nós.”
Veja a fala do pastor na integra .
“Os verdadeiros criminosos estão muito distantes dessa carnificina. Aqueles que mais lucram com essa necropolítica não correm risco de serem alvejados ou de perder um filho ou filha por uma bala perdida, porque estão distantes desse contexto.
Morrem pessoas inocentes, morrem crianças, morre a população pobre, negra, periférica – reduzida a estatística. E morrem aos poucos aqueles que convivem com essa realidade. Quem vive no Vale da Sombra da Morte morre um pouco a cada dia. É claro que a morte de cada pessoa é uma tragédia, mas a realidade que dá ocasião a tantas mortes é a grande tragédia.
E essa realidade não é culpa minha, mas, como disse Levinar, ela é responsabilidade minha. A sociedade brasileira precisa discutir isso intensamente, superando clichês e preconceitos.
Todos os que matam e morrem na luta do crime, ou contra o crime, são ao mesmo tempo vítimas e algozes: vítimas de um mundo onde é preciso buscar a sobrevivência e conviver com a possibilidade de matar ou morrer. Viver num mundo assim já é ocupar um lugar de vítima.
Em um momento como esse do nosso país, é fundamental expressarmos nossa reverência e solidariedade a todos aqueles que estão vivendo diretamente um luto, porque todos nós, indiretamente, estamos enlutados. Que Jesus Cristo, Príncipe da Paz, tenha misericórdia da nossa nação, de todos e de cada um de nós” .
O versículo de Ezequiel 33:11 reflete a visão de fé do pastor:
Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva.
Ver esta publicação no Instagram










