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“Denuncie”: pastora Helena Raquel alerta evangélicos sobre violência doméstica e pedofilia dentro das igrejas

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A pastora Helena Raquel tem sido um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após uma pregação em que denunciou casos de violência doméstica e pedofilia no ambiente religioso.

Helena Raquel foi uma das preletoras do Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora, realizado em Camboriú (SC), no domingo, 3 de maio. Durante sua mensagem, utilizou como base um trecho do livro bíblico de Livro de Juízes, que narra um episódio de violência contra uma mulher, para traçar um paralelo com crimes que, segundo ela, ainda são ocultados dentro das igrejas para evitar escândalos.

A pastora encorajou mulheres cristãs a se posicionarem diante desse tipo de situação.

“Pare de orar por ele e denuncie”

Em tom enfático, Helena direcionou sua fala às mulheres evangélicas que sofrem agressões.

“Deus me trouxe aqui para usar minutos que muitos pregadores gostariam de ter, para salvar a sua vida. Pare de orar por ele hoje e vá denunciar em uma delegacia. Quem agride, mata”, afirmou.

Ela também criticou a omissão de lideranças religiosas diante desses casos.

“Machão que prega e agride a mulher em casa existe, e nós sabemos”, disse.

Alerta sobre pedofilia

Durante a pregação, a pastora citou dados da SaferNet Brasil para alertar sobre a participação de brasileiros em grupos de pornografia infantil, afirmando que, estatisticamente, pessoas com esse perfil poderiam estar presentes em eventos religiosos.

“Pedófilo não é ungido, pedófilo é criminoso”, declarou.

Ela também alertou pais e responsáveis sobre os impactos da violência sexual na vida das vítimas e reforçou que não há justificativa religiosa para práticas abusivas.

Canais de denúncia

Ao longo da mensagem, Helena Raquel orientou o público sobre a importância da denúncia e citou canais oficiais, como o Ligue 180, voltado a mulheres vítimas de violência, e o Disque 100, destinado a denúncias de crimes contra crianças e adolescentes.

Embora seja uma das primeiras lideranças religiosas a dar maior visibilidade ao tema em tom público e enfático, o alerta não é novo no meio religioso. Em setembro de 2017, o jornal Destake News Gospel já havia abordado o assunto em reportagem de capa com o título: “Submissão sim. Maus-tratos não!”. A matéria  reforça a rejeição a qualquer forma de violência,  física, psicológica, emocional ou moral, dentro das igrejas.

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