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Eclipse solar total: fenômeno raro acontece em 12 de agosto

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📷 Crédito da imagem: Pexels | Imagem de uso gratuito
Evento astronômico poderá ser acompanhado no Hemisfério Norte e coincide com o pico das Perseidas; há séculos, os maias já desenvolviam cálculos capazes de prever eclipses solares

O céu do Hemisfério Norte será palco de um dos principais fenômenos astronômicos de 2026. Em 12 de agosto, um eclipse solar total atravessará diferentes regiões do planeta, proporcionando aos observadores uma rara oportunidade de acompanhar a Lua encobrindo completamente o disco solar.

Segundo a NASA, a faixa de totalidade passará pelo Ártico, Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, oceano Atlântico, norte da Espanha e um pequeno trecho de Portugal.

O eclipse terá diferentes fases ao longo de sua trajetória. O eclipse parcial começa às 12h34 (horário de Brasília), enquanto a totalidade começa a ser observada às 13h58. O momento máximo ocorrerá às 14h45, seguido pelo fim da totalidade às 15h34. O eclipse parcial terminará completamente às 16h57.

É importante destacar que esses horários correspondem a diferentes localidades ao longo do percurso do eclipse. Não significa que uma mesma pessoa verá todas essas etapas a partir de um único ponto.

Por que 99,9% não é 100%?

Durante um eclipse total, a Lua cobre completamente o disco solar, permitindo a observação da coroa solar, a atmosfera externa do Sol.

Mesmo uma pequena parte do Sol ainda visível é milhares de vezes mais brilhante do que a coroa e impede sua observação. Durante os poucos minutos de totalidade, a luminosidade diminui rapidamente, a temperatura pode cair e mudanças nas condições atmosféricas podem ser percebidas.

Também podem surgir fenômenos como o anel de diamante e as contas de Baily, pequenos pontos de luz provocados pela passagem dos raios solares pelos relevos da superfície lunar.

Uma noite especial para observar meteoros

A noite de 12 de agosto também coincide com o período de máxima atividade das Perseidas, uma das mais conhecidas chuvas de meteoros do Hemisfério Norte.

A proximidade com a Lua nova favorece a observação, já que a menor luminosidade do céu permite identificar melhor os meteoros. Segundo a NASA, as Perseidas estão entre as principais chuvas de meteoros observáveis no Hemisfério Norte.

Os eclipses totais vão desaparecer?

Os eclipses solares totais não existirão para sempre.

A Lua se afasta da Terra aproximadamente 3,8 centímetros por ano. Embora seja um movimento extremamente lento, em escala astronômica ele terá consequências. Daqui a cerca de 600 milhões de anos, a Lua estará visualmente pequena demais para cobrir completamente o Sol, mesmo quando estiver no ponto mais próximo da Terra.

A partir de então, os eclipses solares totais deixarão de ocorrer, permanecendo apenas fenômenos como os eclipses anulares.

Os maias já previam eclipses há séculos

Muito antes dos telescópios e dos computadores, antigas civilizações desenvolveram métodos sofisticados para acompanhar os ciclos celestes.

Entre os exemplos mais impressionantes está a civilização maia. O Códice de Dresden, um dos mais importantes registros da cultura maia, reúne informações sobre os ciclos da Lua e os eclipses.

Por meio de observações realizadas ao longo de gerações e de sistemas de correção dos ciclos lunares, os maias conseguiram desenvolver cálculos capazes de prever eclipses solares com surpreendente precisão.

Estudos indicam que seus métodos poderiam prever grande parte dos eclipses visíveis para os maias entre os anos 350 e 1150, com margem de erro estimada em aproximadamente uma hora.

Sem telescópios ou computadores, a observação sistemática do céu permitiu que uma das grandes civilizações da América desenvolvesse um conhecimento astronômico que continua despertando o interesse dos pesquisadores.

Um espetáculo entre ciência e história

O eclipse solar total de 12 de agosto reúne diferentes aspectos da astronomia: a dinâmica orbital entre Sol, Lua e Terra, fenômenos da atmosfera solar e a possibilidade de observar uma das mais fascinantes manifestações do céu.

Ao mesmo tempo, o fenômeno resgata uma história de milhares de anos de observação astronômica — mostrando que, muito antes da tecnologia moderna, o ser humano já olhava para o céu em busca de padrões, ciclos e respostas.

 

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